Erros Frequentes nos textos de blogs e sites. Você é burro?

Erros Frequentes nos textos de blogs e sites. Você é burro

Com o advento dos blogs pessoais muitas pessoas começaram a escrever mesmo sem ter um devido preparo. Claro que é super comum deslizarmos de vez em quando no nosso português, e há inclusive quem encontre erros de português em livros publicados de autores renomados. Acontece que é sempre bom estar evoluindo, aprendendo com os próprios erros.

Eu mesmo, no início da minha jornada online, escrevi muitos textos horrendos. Porém hoje em dia já não cometo tantos erros quanto antes.

Agora, é o seguinte: estou plenamente ciente que existem pessoas que utilizam seus erros de gramática como marketing. Algo do tipo: “se eu, que nem escrever direito sei, consegui obter sucesso, então você também conseguirá.” Isso já é outra história, e eu jamais aconselharia alguém a morder a mão que o alimenta. Isso seria um tremendo descalabro.

Erros Frequentes nos textos de blogs e sites. Você é burro

Na atualidade ainda é comum encontrar blogueiros de longa caminhada cometendo erros amadores na escrita. E isso, como diria um professor meu, é inadmissível.

Não sou daqueles caras chatos que não toleram uma vírgula sequer fora do lugar, mas há erros hediondos que poderiam ser evitados sem muito esforço.

Talvez a frase “Você é burro” tenha sido um pouco impactante para você. Mas foi exatamente este o objetivo dela: chamar sua atenção.

Burro, por definição, é aquele que tem falta de instrução, falta de conhecimento. A definição engloba inda os teimosos. Então, que tal deixar de ser teimoso e aprender de uma vez por todas a evitar os erros frequentes nos textos de blogs e sites que você escreve?

Erros Frequentes nos textos de blogs e sites. Você é burro?

Amigo, veja abaixo uma lista dos principais erros que encontro nos textos de blogs que leio aí pela internet.

  • A maioria … são

    Esse é um erro bastante comum, mas não deixa de ser um erro. O correto é “a maioria … é”

    Exemplos:

    a) A maioria das pessoas é contra o aborto. (E não “A maioria das pessoas são contra o aborto”)
    b) A maior parte deles optou por ficar. (E não “A maior parte deles optaram por ficar”)

  • Entrega a domicílio / Entrega em domicílio.

    A forma correta é “Entrega em domicílio”, pois quem entrega, entrega em algum lugar. Já o verbo “levar” compreende o “a”, pois quem leva, leva a algum lugar.

    Exemplo:

    a) Fazemos entrega em domicílio. (E não “Entrega a domicílio”).
    b) Fique tranquilo, vou levá-lo a domicílio.

  • Assistir à / Assistir a

    Se o verbo estiver no sentido de “ver”, então ocorre a crase. Já se ele estiver com sentido de “dar assistência”, não ocorre a crase. Veja:

    a) Ele foi assistir à novela.
    b) O médico foi assistir a paciente.

  • Mais e Mas

    A galera troca “mas” por “mais” e vice-versa a torto e a direito.

    Exemplos:

    a) Somos mais que vencedores. (E não “Somos mas que vencedores”)
    b) Mas que coisa mais feita. (E não “Mais que coisa mas feia”)
    c) Eu amo ela, mas com ressalvas. (E não “Eu amo ela, mais com ressalvas”)

  • A longo prazo / Em longo prazo

    Por incrível que pareça, o correto é “em longo prazo”. Pois usa-se a preposição “em” com: “em longo prazo”, “em curto prazo” e “em médio prazo”.

    Exemplo:

    a) Para ter sucesso é preciso ter bem definidos seus objetivos em curto, médio e longo prazo.

  • Guspir

    “Guspir” é uma palavra inexistente em nosso vocabulário. O correto é “cuspir”.

    Exemplo:

    a) Odeio gente que fica cuspindo o tempo todo. (E não “Odeio gente que fica guspindo o tempo todo”)

  • Às Vezes e As Vezes

    Afinal, ocorre crase em “As vezes” ou não? É comum o pessoal confundir ou ficar na dúvida quanto a ocorrência da crase em “as vezes”. Acontece que isso vai depender do contexto. Há casos onde ocorre a crase e há casos onde não ocorre. Veja os exemplos abaixo, explico depois:

    a) Às vezes tenho vontade de sumir. (E não “As vezes tenho vontade de sumir.”)
    b) Não me lembro de todas as vezes que fui encontrá-la. (E não “Não me lembro de todas às vezes que fui encontrá-la.”)

    Como você deve ter percebido “as vezes” com sentido “de vez em quando” compreende a ocorrência da crase.

  • Mim, Me e EU

    “Mim ajude?” Não, errado! O certo é “me ajude”. Ou melhor ainda: ajude-me.

    Veja os exemplos:

    a) Ela não piscou para você, mas sim para mim. (E não “Ela não piscou para você, mas sim para EU”)
    b) Ela trouxe o carro para eu lavar. (E não “Ela trouxe o carro para mim lavar”)
    c) Fale-me o que lhe aflige. (E não “Me fale o que lhe aflige”, por causa da ênclise.)

  • Fala-me e Fale-me

    Acima você aprendeu que o correto é “Fale-me” em vez de “Me fale”, entretanto não foi discorrido sobre “fala-me”. Acontece que o uso correto vai depender de como você considera o seu interlocutor. Por exemplo, se você considera que está conversando com alguém em segunda pessoa(tu), então deve-se utilizar “Fala-me”. Do contrário, utilize o “Fale-me”. Veja os exemplos abaixo:

    a) Como tu estás? Fala-me o que te afliges.
    b) Como você está? Fale-me o que lhe aflige.

  • A nível de / Em nível de

    Essa é uma expressão que não deve ser utilizada. Mas deve ser substituída por “em âmbito”, “no âmbito”, “em termos de”, “em relação a”, “quanto a”, “sem se tratando de”.

    Por exemplo, na frase “A nível de reconhecimento do trabalho de vocês eu admito que a empresa lucrou mais neste mês” ficaria correta da seguinte forma: “Em relação ao reconhecimento do trabalho de vocês eu admito que a empresa lucrou mais neste mês”.

  • Quando eu ver…

    Essa é boa, eu mesmo já me peguei cometendo esse erro. O que ocorre é que o futuro do subjuntivo do verbo ver é conjugado na primeira pessoa como “vir” e não “ver”. Então temos o seguinte:

    a) Quando eu vir você passar, meu coração se alegrará imensamente. (E não “Quando eu ver você passar, meu coração se alegrará imensamente”)
    b) Fique tranquilo, se eu vir algo suspeito, chamo você.

  • Jente e Geito

    Mais duas palavras frequentemente escritas com grafia errada. O certo é “Gente” e “Jeito”.

    Exemplos:

    a) Essa gente não toma vergonha na cara. (E não “Essa jente não toma vergonha na cara”)
    b) Ele não leva jeito para o trabalho. (E não “Ele não leva geito para o trabalho”)

  • Sede e Cede

    “Sede” e “cede” são também bastante confundidos. “Sede” geralmente é utilizado nos sentidos: desejo de ingerir líquidos e lugar onde uma empresa comercial tem seu estabelecimento principal. Já “cede” tem sentido de ceder, de abrir mão de algo. Por exemplo:

    a) Michael Jackson cede os direitos autorais de suas canções a David Cook. (E não “Michael Jackson sede os direitos autorais de suas canções a David Cook”)
    b) A sede da empresa fica no centro da cidade. (E não “A cede da empresa fica no centro da cidade”)
    c) Um copo de água, por favor! Estou morrendo de sede. (E não “Um copo de água, por favor! Estou morrendo de cede”)

  • Serto, conserto e Concerto

    “Serto” é a forma errada/inexistente de “certo”. “Conserto” significa consertar algo, reparar algo. Por último, “Concerto” é uma obra musical ou uma combinação ou sucessão de sons, ruídos, etc.

    Exemplos:

    a) Eu mesmo conserto minha bicicleta. (E não “Eu mesmo concerto minha bicicleta”)
    b) Hoje haverá um concerto de piano no centro de eventos. (E não “Hoje haverá um conserto de piano no centro de eventos”)
    c) O que é certo é que um dia morreremos. (E não “O que é serto é que um dia morreremos”)

  • Maça e Massa

    Embora “maça” seja uma palavra existente em nosso vocabulário, na maioria das vezes o que desejamos é o significado de “massa”. Veja exemplos:

    a) Os italianos adoram massas. (E não “Os italianos adoram maças”)
    b) Pessoas ignorantes são idiotas úteis, indispensáveis como massa de manobra. (E não “Pessoas ignorantes são idiotas úteis, indispensáveis como maça de manobra”)

  • Senso e Censo

    “Senso” refere-se a capacidade de juízo, de raciocínio sensato. Já “Censo” refere-se ao conjunto de informações a respeito de uma determinada população, bem como a coleta desses dados e sua organização.

    Exemplos:

    a) O último censo revelou que o número de habitantes da cidade está diminuindo. (E não “O último senso revelou que o número de habitantes da cidade está diminuindo.”)

    b) Falto bom senso ao homem que saiu correndo pelado na rua após ser demitido do emprego. (E não “Falto bom censo ao homem que saiu correndo pelado na rua após ser demitido do emprego.”)

  • Sela e Cela

    “Cela” é onde ficam os prisioneiros, já “Sela” é um assento de couro que coloca-se sobre o lombo de um cavalo ou outro animal de montaria.

    Exemplo:

    a) Ele foi trancafiado numa cela por ter roubado uma sela.
    b) Sele o meu cavalo, preciso partir em breve.

  • Por que e Porque

    “Porque” assim em uma única palavra é usado em respostas a perguntas, ou em justificativas. “Por que” assim separado em duas palavras é usado em perguntas e quando não se está dando uma resposta a algo ou alguém. Veja os exemplos:

    a) Por que você gazeou a aula? (E não “Porque você gazeou a aula? “)
    b) Ela não sabia por que fora abandonada na infância. (E não “Ela não sabia porque fora abandonada na infância”)
    c) Não encontro ele porque não estou enxergando bem. (E não “Não encontro ele por que não estou enxergando bem”)
    d) Meu cachorro morreu porque já estava velho e suscetível a doenças. (E não “Meu cachorro morreu por que já estava velho e suscetível a doenças.”)

  • Emcima, em baixo, concerteza

    Preste atenção, todas essa formas citadas acima estão erradas. O correto é “em cima”, “embaixo” e “com certeza”.

    Vamos aos exemplos de fixação:

    a) O bom homem orava em cima dos montes. (E não “O bom homem orava emcima de montes.”)
    b) Cuidado! O lobo mau está embaixo da casa. (E não “Cuidado! O lobo mau está em baixo da casa.”)
    c) Com certeza ela já se arrependeu. (E não “Concerteza ela já se arrependeu.”)

  • à toa, a toa, atoa

    A única forma correta é “à toa”, separado e com crase.

    Atualmente, após novo acordo ortográfico, “à toa” é uma locução adjetiva que significa desprezível, sem importância e também uma locução adverbial que significa sem objetivo definido, sem destino certo, a esmo. Veja os exemplos:

    a) Estava à toa na classe, o professor me chamou pra me lobotomizar. (E não “Estava atoa na classe, o professor me chamou pra me lobotomizar.”)
    b) Esse sujeito é um à toa.

  • A fim e afim

    “A fim” separado é utilizado para dizer que alguém está interessado em outra pessoa ou em algo. Já “afim” é usado para representar algo ou alguém que possui-se afinidades, semelhanças. Veja os exemplos:

    a) Pedro está super a fim de você. Você vai dar uma chance para ele? (E não “Pedro está super afim de você. Você vai dar uma chance para ele?”)
    b) Ele é um parente afim apenas, não é sangue do meu sangue. (E não “Ele é um parente a fim apenas, não é sangue do meu sangue. “)
    c) Curto alimentos doces, como bolo, sorvete, pudim e afins. (E não “Curto alimentos doces, como bolo, sorvete, pudim e a fins. “)

  • Nada haver e nada a ver

    Na realidade a forma correta é “nada a ver”, e o significado é o de que não há nenhuma afinidade, nenhuma relação, nenhuma lógica. Veja os exemplos:

    a) Essa roupa não tem nada a ver comigo. (E não “Essa roupa não tem nada haver comigo.”)
    b) Não tenho nada a ver com isso. (E não “Não tenho nada haver com isso.”)

  • Derrepente e Porisso

    Eis aí mais dois erros razoavelmente comuns cometidos nos textos de blogs e sites. As formas corretas são: “de repente” e “por isso”.

    Exemplos:

    a) De repente uma luz radiante iluminou suas incertezas. (E não “Derrepente uma luz radiante iluminou suas incertezas.”)
    b) Não encontro o meu notebook, por isso não enviei o email ainda. (E não “Não encontro o meu notebook, porisso não enviei o email ainda.”)

  • Começei e Abençõe

    As formas corretas são: comecei e abençoe. Veja os exemplos:

    a) Comecei uma nova amizade ontem. (E não “Começei uma nova amizade ontem.”)
    b) Deus te abençoe meu filho amado. (E não “Deus te abençõe meu filho amado.”)

  • Poço e Posso e Fasso

    “Poço” e “Posso” existem em nosso vocabulário, já “fasso” não. O que temos é o “faço”. Vejamos exemplos:

    a) A água do poço está límpida. (E não “A água do posso está límpida. “)
    b) Eu tudo posso naquele que me fortalece. (E não “Eu tudo posso naquele que me fortalece.”)
    c) Quando eu quero algo bem feito, faço eu mesmo. (E não “Quando eu quero algo bem feito, faço eu mesmo.”)

  • A gente e Agente

    “Agente” é usado para: agente de viagens, agente secreto, etc. E “a gente” é usado como coloquial de “nós”. Veja exemplos:

    a) O agente é um espião duplo. (E não “O agente é um espião duplo.”)
    b) A gente precisa de um carro novo. (E não “A gente precisa de um carro novo.”)

  • Menas e Menos

    Não, definitivamente não existe a palavra “menas”. Então sempre utilize “menos”. Veja os exemplos:

    a) Há menos pessoas em casa hoje. (E não “Há menos pessoas em casa hoje.”)
    b) Quanto menos azeitona e petiscos, mais os convidados irão comer depois. (E não “Quanto menos azeitona e petiscos, mais os convidados irão comer depois.”)

  • Ela estudou bastante ,mas não foi suficiente .

    A frase “Ela estudou bastante ,mas não foi suficiente .” possui três erros. O primeiro é que não há espaço antes de vírgulas. O segundo é que há espaço depois da vírgula. O terceiro é que não há espaço antes de pontuação.(ponto-final)

  • Lobo mal, lobo mau e lobo do mal

    Algumas pessoas ainda confundem “mau” com “mal”. A dica é sempre substituir por “bom” e “bem”. Se der certo com “bom”, então deve-se usar o “mau”. Já se der certo com “bem”, deve-se usar o “mal”. Veja os exemplos:

    a) O Lobo mau assustou a Chapeuzinho Vermelho. (E não “O Lobo mal assustou a Chapeuzinho Vermelho”)
    b) O lobo do mal queria aniquilar todo o bem que existia na terra. (E não “O lobo do mau queria aniquilar todo o bem que existia na terra.”)

  • Mau caráter, Maus-caráter, Maus-Caracteres

    O singular correto é “mau-caráter” e o plural é “maus-caracteres”.

    Veja exemplos:

    a) Não saia com esse rapaz, receio que ele seja um mau-caráter. (E não “Não saia com esse rapaz, receio que ele seja um mau caráter.”)
    b) Esses políticos são todos maus-caracteres. (E não “Esses políticos são todos maus caracteres.”)

  • Daqui há dez anos concluo minha graduação / Estou a dois anos esperando.

    Ambas as frases estão erradas. Quando se subentende que existe algum tempo decorrido utiliza-se “há”. Do contrário, não.
    Exemplos:

    a) Daqui a dez anos concluo minha graduação. (E não “Daqui há dez anos concluo minha graduação”)
    b) Estou há dois anos esperando. (E não “Estou a dois anos esperando.”)

  • Vou estar te enviado um email em breve.

    Você vai enviar apenas uma vez, então o certo é “Vou te enviar” em vez de “Vou estar te enviando”.

    No entanto, você pode perfeitamente falar/escrever “Vou estar enviando email o dia todo”. Nesse último caso, trata-se de uma tarefa que será repetida várias vezes, durante um dado período de tempo.

  • Vamos tomar uma champanhe.

    A frase está errada, pois champanhe deriva do francês “champagne” e é um substantivo masculino. Veja:

    a) Vamos tomar um champanhe. (E não “Vamos tomar uma champanhe”)

  • Vi as crianças abandonadas e me deu uma dó.

    A frase está errada, pois “dó” é um substantivo masculino. Então o certo seria o seguinte:

    a) Vi as crianças abandonadas e me deu um dó. Ou: Vi as crianças abandonadas e me deu dó.

  • Há cinco anos atrás

    Quando se usa o “há” já fica claro que refere-se a tempo passado, então não deve-se utilizar o atrás. Mas caso supra-se o “Há”, deve-se então utilizar o “atrás”. Veja:

    a) Há cinco anos que estou esperando um atendimento médico.
    b) Cinco anos atrás sai de meu emprego convencional e desde então venho trabalhando por conta própria.

  • A meu ver / Ao meu ver

    “A meu ver” é a forma correta.

    Exemplos:

    a) A meu ver esse bolo está feio.
    b) A nosso ver ela é bonita.

  • Contexto e Contesto

    Essas duas palavrinhas coexistem em nosso vocabulário. Acontece que cada uma possui um sentido distinto uma da outra. “Contesto” tem sentido de contradizer, refutar. Enquanto que “Contexto” refere-se ao conjunto de circunstâncias que estão interligadas e que ajudam a entender algo.

    Veja os exemplos:

    a) Eu contesto a legalização do aborto, pois ninguém pode ter direito de tirar uma vida inocente.
    b) Algumas frases não podem ser interpretadas fora de seus contextos.

  • Amanhã eu comerei mortandela

    A frase está errada, pois o correto é “mortadela”. Veja:

    a) Amanhã eu comerei mortadela.

  • Dei dinheiro a um mindingo

    A frase está errada, pois o correto é “mendigo”. Veja:

    a) Dei dinheiro a um mendigo.

  • Largatixa, Largato e Degavar.

    Todas as palavras estão erradas. O correto é “lagartixa”, “lagarto” e “devagar”. Veja:

    a) A lagartixa assustou a moça.
    b) O lagarto matou uma galinha da velhinha.
    c) É devagar que a gente chega lá. A pressa é inimiga da perfeição.

  • Cabeçalho e Cabeçário

    Nos dicionários que eu consultei só é aceito “cabeçalho”. “Cabeçalho” é aquilo que fica no inicio, no topo, compondo a cabeça de um documento, texto, livro, etc. Há alguns que dizem que “cabeçário” significa “coleção de cabeças” ou “depósito ou armário de cabeças”, mas carece de fontes.

    Exemplo:

    a) Esqueci de configurar o cabeçalho da página.

  • Que valha / Que vala

    O correto é “que valha”. Veja o exemplo:

    a) Procuro um emprego em que o salário valha a pena.
    b) Eu valho mais que você, seu imprudente!

  • Janela vasculhante / Janela basculante

    O correto é “janela basculante”. Veja o exemplo:

    a) Esqueci a janela basculante do banheiro aberta.

  • Cardaço / Cadarço / Cardaso

    O correto é “cadarço”. Veja o exemplo:

    a) O cadarço de seu sapato está solto.

  • Frauda / Flauda / Fralda

    Dessas três palavras, apenas “fralda” não existe. Veja:

    a) O bebê sujou a fralda e a mamãe trocou-a.
    b) Descobriram que o aluno frauda a assinatura dos pais.

  • Haviam várias pessoas / Havia várias pessoas

    O verbo “haver” quando estiver com sentido de “exitir” e “ocorrer” é impessoal. Por isso permanece na terceira pessoal do singular e não vai para o plural nesses casos.

    Veja esses exemplos:

    a) Havia várias pessoas na casa. (E não “Haviam várias pessoas na casa.”)
    b) Há amigos e inimigos procurando-me. (E não “Hão amigos e inimigos procurando-me.”)

  • Vai Vir / vai Vim

    A forma correta é “vai vir”. Veja o exemplo:

    a) Uma tormenta terrível vai vir de surpresa quando menos esperamos.
    b) Quando você vai vir aqui em casa.
    c) Voltei hoje, pois ontem quando eu vim aqui você não me atendeu.

  • De onde / Da onde / Donde

    “Da onde” não existe. Já as outras duas formas são aceitas. Veja:

    a) De onde você é?
    b) Donde há de vir julgar os vivos e os mortos.

  • Comprimento / Cumprimento

    Todas essa duas palavras existem em nosso português, mas cada uma possui seu próprio sentido e utilidade. Veja:

    a) Utilizei a régua para medir o comprimento do cabelo da cliente.
    b) Cumprimento meus parentes homens com um aperto de mão, e as mulheres com um beijo no rosto.

  • Faz nove anos / Fazem nove anos

    Quando “faz” possui significado de tempo decorrido ou fenômeno atmosférico, permanece no singular. Veja:

    a) Faz nove anos que não tenho notícias de minha mãe. (E não “Fazem nove anos que não tenho notícias de minha mãe.”)

  • Anexo / Anexa / Em anexo

    “Anexo” deve concordar com o sujeito. Veja as frases:

    a) Segue anexa a foto de que lhe falei.
    b) Seguem anexos os documentos.
    c) Segue em anexo toda a documentação. (“em anexo” é uma expressão imutável)

  • Onde / Aonde

    “Onde” é usado quando o verbo não exige a preposição “a”. Veja as frases:

    a) Onde estão os livros.
    b) Aonde você vai. (Quem vai, vai a algum lugar).
    c) Vou fugir para onde eu quiser.

Dicas sobre a amada/odiada crase

Aqui, em vez de citar as regras da crase, vou fazer algo diferente: vou listar casos onde a crase não ocorre. Ora, sabendo onde a crase não ocorre você automaticamente saberá o contrário, ou seja, onde ela ocorre.

Não ocorre crase:

  1. Antes de verbos

    Não há crase antes de verbos. Veja os exemplos:

    a) A partir de hoje serei uma pessoa diferente.
    b) Estou a contar meus ganhos deste mês.
    c) Ele está a vagar sem rumo.

  2. Antes de palavras masculinas

    A crase ocorre quando há a junção de preposição e artigo (a+a), logo, palavras masculinas não possuem o artigo “a”. Portanto não é certo colocar o acento indicador de crase antes de palavras masculinas. Veja os exemplos:

    a) Você fez a venda a prazo? (prazo é uma palavra masculina)
    b) O sacerdote está a favor da lei. (favor é uma palavra masculina)
    c) Aquele vestido foi escolhido a dedo. (dedo é uma palavra masculina)
    d) A convite de seu padrinho eu estou aqui. (convite é uma palavra masculina)

    Exceções:

    Sempre quando ficar subentendido “à moda de” ocorre a crase. Veja os exemplos:

    a) Pedro usa sapatos à Luís XV. (Fica subentendido “à moda de” Luís XV).
    b) O gol foi à Ronaldinho Fenômeno. (Fica subentendido “à moda de” Ronaldinho Fenômeno”).

  3. Antes de “casa”

    a) Voltei a casa e procurei novamente pela prova do crime.

    Porém se a casa estiver especificada, ocorre a crase. Veja:

    b) Voltei à casa de meus pais e procurei novamente pela prova do crime.

  4. Antes de terra

    Não ocorre crase diante de “terra” quando significar “terra firme”. Veja:

    a) Ficou muitos dias sem comer, pois estava perdido no mar. Quando foi resgatado e voltou a terra já estava moribundo.

    Se “terra” significar “planeta Terra”, então ocorre crase. Veja:

    b) Um satélite voltou à Terra depois de vários anos.

  5. Para descrever intervalos de horários

    É certa a ocorrência de crase antes de horários, mas para descrever intervalos de horários não ocorre crase quando fica subentendido a preposição “até”. Veja:

    a) O show do Skank será das 10h as 12h. (Fica subentendido “até as 12h”).

  6. Entre substantivos que se repetem

    Não ocorre crase diante de substantivos que se repetem. Olhe os exemplos:

    a) Ele ficou cara a cara com o perigo.
    b) Meu dia a dia é complexo demais.
    c) Minha paciência, gota a gota, vai se esvaindo.

  7. Antes de pronomes

    Não ocorre crase antes de pronomes (demonstrativos, de tratamento, pessoais, indefinidos e relativos)

    Exemplos:

    a) Sou eternamente grato a minha mãe, a quem devo muito.
    b) Pedro pediu a ela que fosse o mais rápido possível.
    c) A esta altura dos acontecimentos nada mais importa.
    d) A vossa excelência dedicarei esse número.

  8. Antes de “uma”

    Não ocorre crase antes do artigo indefinido “uma”. Veja exemplos:

    a) Vou a uma festa.
    b) Doei minhas economias a uma instituição de caridade.

  9. Antes de substantivos no plural

    Não ocorre crase diante de substantivos no plural. Veja:

    a) O troféu foi concedido a alunas do terceiro ano.
    b) Pedro adora ir a igrejas rezar.
    c) Gosto de ficar próximo a pessoas inteligentes.

Como evitar cometer erros de Português

A primeira dica é conhecer os principais erros e policiar-se para não cometê-los em seu textos. Além disso, como costumo sugerir, ler bastante livros ajuda a apreender a gramática de forma automática e correta.

Escrever o texto em uma ferramenta com corretor ortográfico automático ajuda muito a evitar grafia errada, mas não resolve o problema de concordância e outros erros de uso indevido das palavras existentes no nosso vocabulário.

A dica primordial é, na dúvida, sempre pesquisar sobre a forma correta antes de publicar seu texto. Por exemplo, se você ficou na dúvida se ocorre crase numa frase, procure no Google e Bing. Você ficará admirado como há bastante conteúdo respondendo suas dúvidas.

Os dicionários online e os sites de conjugação dos verbos também são indispensáveis quando as dúvidas nos acometem.

Um adendo: releia tudo o que você escreve, com calma e atenção. Não raro durante o processo de criação do texto deixamos escapar alguns erros bobos, que numa simples releitura podem ser facilmente identificados e sanados.

Fica a dica e até o próximo artigo!

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Webmaster com interesse principalmente nas áreas: Web Marketing, Wordpress, Otimização de Sites (SEO), PHP. Criador do <strong>Hot Links Plus</strong> e do <strong>Face Conversion</strong> <a href="http://ganhardinheiroblog.net/sobre">Veja mais sobre mim Aqui</a>

4 Comments

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  • Nossa Mãe! Eu comete vários desses erros!

    Vou guardar esse url aqui nos favoritos e na dúvida vou consultá-lo.

    Valeu por compartilhar conosco essas super dicas, Anderson.

    Marlon 2 anos ago Reply


    • Marlon, valew!

      Anderson Makiyama 2 anos ago Reply


  • Bom comentário! Só que burro estaria mais para estúpido, teimoso, imbecil. Falta de instrução ou conhecimento não estaria mais para “ignorante”?

    Rômulo 2 anos ago Reply


    • Rômulo, veja o seguinte:

      Burro: que ou aquele que é falto de inteligência…
      Ignorante: que ou quem não tem conhecimento por não ter estudado…
      Inteligência: faculdade de conhecer, aprender…
      Conhecimento: faculdade de conhecer…

      (Fonte: Houaiss)

      Anderson Makiyama 2 anos ago Reply


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